Uma Paragem Por Aquilo Que Nos Passa

Dia-a-dia, os nossos olhos são confrontados com imagens que não se cansam de nos impressionar pela sua beleza evidente.
As ondas do mar, mesmo nos dias mais cinzentos; o fogo, com os seus desenhos sempre diferentes; as folhas das árvores, que pelas suas formas tão variadas, dão ao vento inúmeras vozes; o vermelho vivo e quente, que teima em sair do interior da Terra…
“Uma Paragem Por Aquilo Que Nos Passa” pretende, através de um conjunto de fotografias, despertar os sentidos para um lado estético de realidades / objectos que, por serem banais, habitualmente nos passam despercebidos.
As telhas de uma casa em ruínas; uma planta seca na berma da estrada; uma sombra indefinida no alcatrão; o esqueleto de uma máquina numa antiga pedreira; uma palmeira já sem verde, caída no chão…
Ao quebrar as fronteiras entre a beleza explícita e a oculta, “Uma Paragem Por Aquilo Que Nos Passa”, desafia o espectador a parar e a dar vida àquilo que parece já estar perdido; parar, e procurar ter um olhar mais incisivo sobre tudo o que o rodeia.